Nova Farfetch: O que mudou em seis meses sob o domínio coreano
A venda da Farfetch aos sul-coreanos da Coupang forçou a saída de centenas de pessoas e levou a uma reorganização da empresa, que mantém presença em Guimarães, Porto e Lisboa.
Seis meses após os sul-coreanos da Coupang terem tomado conta da Farfetch, o marktplace de roupa de luxo, criado por José Neves e o primeiro unicórnio de capitais portugueses, é hoje uma empresa bem diferente daquela que o vimaranense idealizou. Com algumas equipas quase reduzidas a zero após o plano de despedimentos anunciado em meados de fevereiro, menos exuberante e mais concentrada, a nova Farfetch está a moldar-se cada vez mais à imagem da Coupang, conhecida como a Amazon da Coreia.
Comprar a Farfetch por 500 milhões de dólares surgiu para o grupo sul-coreano como uma “oportunidade” para fechar um negócio a “um preço muito atrativo”, num momento em que a empresa nem sequer estava compradora. No entanto, a Coupang não comprou a Farfetch para perder dinheiro. Entre a formalização da aquisição, no final de janeiro, e o anúncio de um doloroso plano de reestruturação, que incluía a dispensa de entre 25% e 30% dos colaboradores, passaram apenas duas semanas.
Apesar de a empresa não ter confirmado ao ECO o número de pessoas exatas que abandonaram a empresa durante este período, os
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