Estado francês vai comprar parte da Atos para evitar falência da tecnológica que gere vários sistemas críticos no país
A tecnologia da Atos está na base dos sistemas de cibersegurança do Estado francês ou das centrais nucleares do país. É a posição estratégica da empresa que já obrigou o Governo de Macron a várias tentativas de salvamento da tecnológica. Há mais uma em negociação.
A Atos e o Governo francês estão a negociar a compra pelo Estado de parte do negócio da empresa por 500 milhões de euros. Em questão está a compra da unidade BDS da Atos que inclui os negócios de computação avançada, sistemas críticos e produtos de cibersegurança, onde trabalham cerca de 4 mil pessoas.
A unidade gera vendas anuais de 900 milhões de euros, segundo informação fornecida à Reuters pelo ministro em abril, altura em que o Estado francês já tinha avançado com uma primeira proposta de aquisição, que acabou por não ser aceite.
O executivo liderado por Macron propõe agora ficar apenas com a área de computação avançada da Atos, com a empresa a explicar que será por isso lançado um processo formal de venda das unidades de Sistemas Críticos e Produtos de Cibersegurança.
A Atos é um dos principais fornecedores do Estado francês em serviços críticos de comunicações, nomeadamente na área militar e nuclear, para além de fabricar servidores para supercomputadores.
A empresa enfrenta dificuldades há vários meses. Está há quase um ano à procura de novos investidores, para conseguir livrar-se de uma dívida milionária e prosseguir uma estratégia de reestruturação já anunciada e no terreno. Já decorreram negociações com diferentes interessados, incluindo com o Estado francês, que também já injetou dinheiro na empresa, mas todos os cenários falharam até agora.
As novas negociações avançam com o objetivo de ter um acordo de aquis...
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