“Unicórnio” português Anchorage vai guardar criptomoedas da maior gestora de ativos do mundo
A Anchorage de Diogo Mónica foi escolhida para custodiar as criptomoedas dos fundos da BlackRock, incluindo bitcoins. Só há outra empresa a prestar serviços semelhantes para a maior gestora de ativos.
Anchorage Digital, uma das startups portuguesas com estatuto de “unicórnio”, vai passar a prestar serviços de custódia de criptomoedas para a maior gestora de ativos do mundo, a BlackRock, anunciaram as empresas esta terça-feira num comunicado conjunto.
Trata-se de um anúncio de grande importância para o banco de criptomoedas fundado por Diogo Mónica, que se tornou no sétimo “unicórnio” nacional em 2021, quando ultrapassou uma avaliação superior a mil milhões de dólares.
Ao abrigo deste contrato, a Anchorage passará a guardar algumas das bitcoins que fazem parte do fundo iShares Bitcoin Trust ETF, em conjunto com a corretora norte-americana Coinbase, segundo informações submetidas pela BlackRock ao regulador da bolsa dos EUA. Atualmente, o fundo detém mais de 575 mil unidades da criptomoeda, avaliadas em mais de 45 mil milhões de dólares a preços de mercado.
No entanto, o contrato não abrange só bitcoin. Contactado pelo ECO, Diogo Mónica explicou que “a parceria é global”, não se focando apenas na bitcoin. “A Anchorage era uma startup minúscula que não existia há oito anos e agora presta serviços para a maior gestora de ativos do mundo. É um marco pessoal, mas também do ponto de vista de negócio”, afirmou, indicando que, atualmente, a empresa é responsável por guardar mais de 50 mil milhões de dólares em ativos.
Apesar de recusar dar números concretos sobre a dimensão deste contrato com a BlackRock, Diogo Mónica admitiu que pode representar “dezenas de milhares de milhões de dólares” em novos ativos sob responsabilidade da Anchorage.
“À medida que cresce a procura por produtos de ativos digitais e se reforça a nossa...
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