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13 de maio de 2025 - ECO

Morais Leitão começa a vender tecnologia, mas nega querer ser empresa de software

Morais Leitão começa a vender tecnologia, mas nega querer ser empresa de software

A sociedade de advogados e consultores, que se tornou multidisciplinar no início de 2025, criou um portal digital de gestão corporativa para grupos empresariais e 'private equities'. 

A sociedade de advogados Morais Leitão (ML) está a tornar-se cada vez mais um escritório com diferentes serviços além da assessoria jurídica. Quatro meses depois de adotar um regime multidisciplinar, a ML tem estado a apresentar às empresas algumas das tecnologias que o novo estatuto lhe permite programar e vender.

A ML começou a desenvolver software para investidores e holdings agruparem toda a informação das suas subsidiárias e participadas, inclusive atas, programas de compras de ações, cisões e fusões, compras e vendas ou apresentações de resultados e assembleias gerais. Trata-se de portal online de gestão societária (MLOne Governance) em Microsoft 365, mas a ML garante: “Não queremos ser uma software house“.

“O nosso compromisso é entregar uma solução all in one [tudo em um] que contribua para a eficiência no corporate management [gestão corporativa] e compliance de grandes grupos económicos, private equities e startups. Prestamos serviços jurídicos e tecnológicos no set-up [configuração] do portal e nas necessidades de dia a dia do cliente pós set-up“, esclareceu a ML, num encontro com jornalistas, garantindo que o sistema parte de um protótipo que pode ser alvo de personalização.

Neste caso, o clássico modelo de honorários é substituído por um preçário à moda Netflix em que o valor varia consoante as funcionalidades que o cliente escolhe ter no portal.

Além disso, a ML está a trabalhar com a empresa portuguesa Mind Over Data, especializada em ciência de dados, numa plataforma baseada na cloud que permite identificar comportamentos e relações alegadamente duvidosas entre sujeitos com base...

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