Decunify fez contratos de 1,8 milhões com o Banco de Portugal. O que faz a empresa no centro da Operação Nexus?
Investigação já fez seis detidos, dos quais um administrador e três funcionários de empresa tecnológica, além de um funcionário de uma empresa concessionária e um funcionário público, segundo a PJ.
Operação Nexus, que investiga um alegado esquema criminoso para obtenção de informação privilegiada em procedimentos de contratação pública e privada, levou à detenção de seis indivíduos esta terça-feira, na sequência de mais de uma centena de buscas realizadas pelas autoridades em todo o país. Quatro pertencem à empresa Decunify, noticiam a RTP e o Expresso. Mas o que faz esta tecnológica?
Num comunicado, sem referir o nome da empresa, a Polícia Judiciária (PJ) informou que a operação judicial “centrou-se na atividade de um grupo empresarial nacional que se dedica à importação, exportação, promoção e comercialização de hardware e software informático”. Desta empresa, foram detidos um administrador e três funcionários, além de um trabalhador de uma empresa concessionária e um funcionário público.
Na tese da investigação, eram entregues “vantagens patrimoniais e não patrimoniais a funcionários” das entidades contratantes, “em subversão das regras da transparência, igualdade e concorrência do mercado e da boa aplicação de fundos públicos”. Assim, foi possível garantir “adjudicações no valor de, pelo menos, 20 milhões de euros”, de acordo com a PJ.
De acordo com a RTP, as buscas decorreram esta terça-feira em todo o país, nomeadamente na Reitoria da Universidade do Porto, Universidade de Coimbra, Banco de Portugal, Casa da Música, Brisa, Via Verde e no edifício sede do INEM.
No Portal Base, onde são publicados os contratos públicos, encontram-se mais de 900 adjudicações envolvendo esta empresa, algumas em consórcio, em vários tipos de procedimentos.
A título de exemplo, em novembro de 2022, ...
Consultar artigo completo em ECO




