Como o Governo pretende capacitar quase três milhões de pessoas no digital até 2030
Já são conhecidas todas as medidas inscritas no Pacto de Competências Digitais, que pretende dar competências básicas digitais a 1,9 milhões de pessoas, intermédias a 800 mil e avançadas a 100 mil.
Foi a 4 de dezembro que o Governo aprovou, em Conselho de Ministros, a Agenda Nacional de inteligência artificial (IA), o Pacto de Competências Digitais e a atualização da Estratégia Digital Nacional. Quase um mês depois, e ainda dentro do prazo apontado pelo Executivo até ao final do ano, foram finalmente publicadas em Diário da República as medidas concretas relativas ao Pacto de Competências Digitais, com o qual o Governo espera formar quase três milhões de pessoas em diferentes níveis, principalmente nas competências básicas.
Portugal ocupa atualmente a 16.ª posição entre os 27 Estados-membros da União Europeia no que diz respeito às competências digitais básicas da população, com apenas 56% dos cidadãos entre os 16 e os 74 anos a apresentarem estas competências, um valor abaixo da meta nacional definida pelo Governo, que visa atingir 80% até 2030. No contexto empresarial, em 2024, 74,3% das pequenas e médias empresas portuguesas possuíam um nível básico de intensidade digital, ligeiramente acima da média da UE, mas aquém do objetivo de 90% definido para 2030.
Para inverter este cenário, o Governo vai lançar programas destinados a capacitar cidadãos entre os 16 e os 74 anos com competências digitais básicas, contando, entre outras medidas, com uma rede de Agentes Digitais Comunitários composta por técnicos e voluntários que atuarão como multiplicadores de conhecimento, indica o documento.
A iniciativa inclui ainda a execução do programa certificado do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) e ações específicas para pessoas com deficiência, em linha com a Estratégia Nacional de Inclusão de...
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