Trabalhadores da Revolut pressionados com métricas “irrealistas”. Banco garante cumprir lei laboral
Sindicato de trabalhadores dos serviços acusa empresa de exploração da equipa em Portugal com métricas de produtividade “irrealistas”. Revolut nega acusações e afirma que este é um país "estratégico".
A Revolut está a ser acusada de pressionar e “explorar” os trabalhadores em Portugal com métricas de produtividade “irrealistas”. O Sindicato dos Trabalhadores das Grandes Superfícies, Armazéns e Serviços de Portugal (STGSSP) informou esta quarta-feira que recebeu várias queixas de funcionários do banco digital, que emprega cerca de 1.200 pessoas no país, sobre práticas laborais abusivas.
O STGSSP revela que, nas últimas semanas de 2025, recebeu denúncias da sucursal da Revolut em Portugal sobre uma “pressão sem precedentes” perante os trabalhadores, que indicia que a empresa britânica pretende “extinguir uma parte significativa das suas operações de suporte em Portugal”. Em causa estão métricas de produtividade “irrealistas” – confirmadas ao ECO por trabalhadores – e uma alegada imposição de mudanças de categoria profissional.
Fonte oficial da Revolut Portugal diz ao ECO que a empresa “cumpre integralmente” a lei laboral e que este é “um mercado estratégico” para o neobanco, uma “base importante” para as suas equipas operacionais e um dos mercados europeus com maior número de trabalhadores.
A Revolut defende que “sempre operou com padrões elevados”, enquanto multinacional “de alto desempenho” de um setor “altamente competitivo” como é o financeiro e tecnológico, mas garante que as expectativas perante o staff, os padrões de performance e as métricas de produtividade não foram alterados e são transparentes e coerentes em todos os departamentos e geografias.
Segundo os relatos enviados ao ECO, as tais métricas são expostas em reuniões de equipa. “A cultura da Revolut é diversa, inclusiva e incentiva cada pessoa a dar o seu melhor. Damos gran...
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