Sete em cada 10 empresas já trabalham o tema da transparência salarial (mas apenas 14% a tem totalmente implementada)
O estudo Pay Transparency da Mercer mostra que o nível de preparação das empresas para cumprir os requisitos de transparência salarial aumentou de 32% em 2024 para quase 50% em 2025. No entanto, embora 77% das organizações estejam a desenvolver ou já tenham desenvolvido estratégias e planos para a transparência salarial, apenas 14% implementaram plenamente essa abordagem em toda a organização.
Verificam-se disparidades regionais significativas, com as empresas sediadas nos países nórdicos, nos Estados Unidos e no Canadá a liderar em termos de preparação, enquanto as organizações no Reino Unido, na Ásia e no Pacífico estão menos preparadas. Apenas 9% das empresas sediadas na Europa afirmam que a sua estratégia de transparência está totalmente implementada, caso o prazo para os Estados-Membros promulgarem a directiva da União Europeia sobre transparência salarial se mantenha para Junho deste ano.
A conformidade com a legislação continua a ser o principal factor para promover a transparência salarial, com quase 90% das organizações nos Estados Unidos e no Canadá, na Europa e no Reino Unido a citarem-na como um motivador fundamental. Apenas pouco mais de metade dos inquiridos indicou o compromisso com os colaboradores (56%) e a competitividade face a mercado (55%) como factores importantes que influenciam a transparência salarial.
De acordo com outro estudo da Mercer – Readiness Assessment – Transparência Salarial – a percentagem de empresas, em Portugal, que trabalham activamente sobre a transparência salarial aumentou de 59% em 2024 para 72% em 2025. Esta evolução reflecte uma mudança de paradigma, em que a transparência salarial deixa de ser apenas uma obrigação regulatória e passa a constituir uma ferramenta estratégica para a gestão de pessoas e para a competitividade organizacional.
Apesar do progresso alcançado, o estudo identifica vários desafios. A falta de conhecimento é um dos pri...
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