RSS

Notícias e novidades em tecnologia e recrutamento

Guardar
16 de março de 2026 - ECO

Raquel Gonçalves, KWAN: Como provar que o modelo híbrido funciona?

Raquel Gonçalves, KWAN: Como provar que o modelo híbrido funciona?

Provar que o modelo híbrido funciona não passa por impor regras rígidas, mas por criar experiências coerentes. 

Durante muito tempo, o debate sobre o modelo híbrido foi feito, sobretudo, do ponto de vista das empresas: produtividade, controlo e resultados. Nos últimos anos, a conversa mudou e ainda bem. Hoje, falar de trabalho híbrido é falar de equilíbrio, bem-estar e qualidade de vida. Mas provar que este modelo funciona exige ir além da intenção. Obriga a coerência entre discurso e prática.

O modelo híbrido assenta numa convicção que tem guiado a forma como o trabalho é pensado na empresa onde trabalho: a vida das pessoas. E esta não cabe num único espaço nem num horário rígido. O trabalho também não. A possibilidade de trabalhar de forma híbrida permite um maior equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional, reduz tempos de deslocação e dá mais autonomia na gestão do dia a dia. Estudos da Gallup, empresa de consultoria e análise de dados, mostram que colaboradores com maior flexibilidade tendem a apresentar níveis mais elevados de engagement e menor risco de burnout. Este equilíbrio não é um benefício acessório, é um fator crítico de sustentabilidade.

No entanto, reconhecer a importância desse equilíbrio não significa ignorar outra dimensão igualmente relevante: o impacto da presença física nas relações humanas, no sentimento de pertença e na forma como o trabalho acontece.

À medida que o trabalho remoto se tornou dominante, começaram também a surgir sinais de alerta. Um estudo da Microsoft, baseado na análise de redes de colaboração, mostrou que as equipas totalmente remotas tendem a comunicar mais dentro dos seus próprios silos e menos entre áreas, o que limita a inovação e a partilha espontânea de conhecimento. Não por falta de vontade, mas porque a distância cria barreiras invisíveis.

O contacto humano continua a ter um papel determin...

Consultar artigo completo em ECO

Newsletter
Newsletter
Estas notícias no teu email aqui!