EDP tem “mais de 500 agentes” de IA, mas falta “confiança” para lhes dar total autonomia
No Podcast .IA, Nelson Pinho, responsável global de IA da EDP, revela que a elétrica já está a testar agentes totalmente autónomos, mas ainda "em laboratório".
A EDP quer posicionar-se como um dos principais utilizadores de inteligência artificial (IA) no setor da energia, num momento em que a tecnologia já passou da fase experimental para a aplicação em larga escala. No sexto episódio do Podcast .IA (que pode ver no final deste artigo), Nelson Pinho, global head of digital & AIda elétrica, revela que a EDP tem já “mais de 500 agentes” de IA em funcionamento, mas ainda falta “a confiança necessária” para lhes dar total autonomia.
Com o Copilot da Microsoft praticamente disseminado por toda a organização – a taxa de adoção interna está próxima dos 70% –, Nelson Pinho afirma que a aposta da empresa na IA não é só tecnológica, mas estratégica: é vista como um instrumento central para acelerar a transição energética e aumentar a eficiência num negócio cada vez mais dependente de dados.
A EDP tem vindo a integrar a inteligência artificial ao longo de toda a cadeia de valor — da produção à distribuição, passando pelo trading e pelo contacto com clientes —, com aplicações que vão desde a manutenção preditiva de equipamentos até à automatização de processos no apoio ao cliente.
Nesta fase de escalar soluções internamente por todo o negócio, a estratégia da EDP passa por equilibrar inovação com uma boa governação e muita formação interna, num contexto em que o foco deixou de estar na quantidade de projetos e passou a centrar-se na criação de valor mensurável e na capacidade de escalar soluções com impacto real no negócio. A obsessão não é com os retornos, mas com a dimensão das oportunidades, diz.
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