Plano do Governo para atrair data centers “pode funcionar”. “Mais difícil é executar”, alerta o setor
Profissionais do setor dos centros de dados acreditam que é possível alcançar as metas "ambiciosas" definidas pelo Governo, mas apelam ao foco na execução do plano: "Pode funcionar."
No dia 19 de março, o Governo apresentou o Plano Nacional de Centros de Dados, há muito aguardado, que define um conjunto de orientações estratégicas para atrair mais investimento nesta área. Ao ECO, o setor considera que a medida é “muito bem-vinda”, mas alerta que agora é necessário passar das ideias à prática.
Entre as principais medidas para 2026 e 2027 destaca-se a simplificação e coordenação dos processos destinados a investidores, reforçando o papel da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) como ponto único de contacto. O plano prevê ainda a revisão dos procedimentos de licenciamento e a harmonização de critérios entre as diversas entidades envolvidas, acompanhada de um reforço técnico que visa garantir maior eficiência e segurança jurídica.
No domínio da energia e das infraestruturas, o documento contempla a identificação e desenvolvimento de zonas pré-instaladas destinadas à construção de centros de dados, a integração com a rede elétrica e com fontes renováveis e o reforço da cadeia de valor nacional, assegurando que as infraestruturas se desenvolvam de forma sustentável e alinhada com os recursos do país.
Em declarações ao ECO, Luís Pedro Duarte, presidente da Associação Nacional de Data Centers (Portugal DC), considera que fazia falta uma política pública focada no setor dos centros de dados, sublinhando que isso demonstra agora “um empenho do Governo em ter foco nesta matéria e em reunir esforços para que Portugal consiga aproveitar a janela de oportunidade”. O responsável admite que se trata de um plano “curto em termos de tempo”, mas destaca que é “ambicioso” e relevante para o desenvolvimento económico do...
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