CUF já usa mais de 20 aplicações de IA “com um impacto muito relevante”
Rui Diniz, CEO da CUF, revela que o grupo é maioritariamente comprador de tecnologias de inteligência artificial (IA), tendo já mais de 20 em produção, incluindo na área clínica.
A CUF, um dos principais grupos de saúde privados do país, tem “entre 20 e 25 aplicações” de inteligência artificial (IA) já em funcionamento, incluindo várias destinadas à área clínica, e “já com um impacto muito relevante”. A informação foi avançada pelo CEO, Rui Diniz, durante a Conferência .IA, que decorreu esta terça-feira no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa.
“Nós na CUF temos neste momento a inteligência artificial ao serviço de duas prioridades principais”, afirmou o gestor. Uma consiste em melhorar a qualidade clínica e das decisões, enquanto a segunda passa pelo aumento da produtividade dos profissionais de saúde e dos processos administrativos.
Entre os exemplos destacados pelo executivo está o Transpara, um software utilizado na análise de mamografias, e uma aplicação que identifica, em radiografias ósseas realizadas em contexto de urgência, as áreas para as quais o médico deve olhar com mais atenção. Estas ferramentas alimentadas por IA “garantem que o médico continua a ser central na tomada de decisão, mas têm um apoio nessa tomada de decisão”, explicou Rui Diniz.
A utilização do Transpara acrescenta 15 euros ao custo de cada mamografia, valor que, segundo o CEO, as seguradoras não suportaram inicialmente, pelo que o grupo passou esse encargo “à cliente final”. Todavia, após a implementação, os médicos da CUF recusaram que o recurso ao software fosse opcional.
“Isto passou a ser o standard of care, portanto nós não aceitamos que isto seja opcional, isto tem de ser utilizado sempre”, afirmaram os médicos, de acordo com Rui Diniz. Atualmente, a CUF informa as utentes ...
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