Natixis planeia atingir mil trabalhadores em Lisboa até ao fim de 2028. No Porto caminha para 3.500
Depois do sucesso no Porto, a Natixis abriu escritório em Lisboa. O CEO adianta ao ECO que o objetivo é chegar aos mil trabalhadores até ao fim de 2028, com foco especial nos jovens.
Encontramos Etienne Huret ao sol. De polo rosa, jeans escuros, sandálias de couro e boné creme, recebe-nos com um sorriso e vontade de mostrar o novo centro de competências que a Natixis acaba de instalar em Portugal, desta vez em Lisboa. Guia-nos com entusiasmo pelo amplo espaço, que, explica, foi pensado para promover a criatividade e o diálogo entre os trabalhadores. Por enquanto, são cerca de 200. Mas, até ao final de 2028, o CEO da Natixis em Portugal está a contar atingir a fasquia dos mil trabalhadores.
E se outras empresas estariam preocupadas com as dificuldades de recrutamento inerentes a um salto dessa dimensão, para Etienne Huret esse não parece ser o caso. Entre “milhares de candidaturas espontâneas” e as iniciativas promovidas diretamente nas universidades, a Natixis em Portugal tem conseguido dar resposta às suas necessidades de talento, garantindo o seu CEO que o salário importa, mas não chega. “O mais importante é a alma da empresa“, diz, referindo-se, nomeadamente, à importância de criar organizações onde as pessoas possam ser elas próprias e construir carreiras entusiasmantes.
Em entrevista ao ECO, o responsável fala ainda da relação com o Novobanco, recém-adquirido pelo grupo do qual faz parte da Natixis em Portugal. Antecipa, por exemplo, oportunidades de carreira interessantes para os milhares de talentos ao serviço dessas empresas. Começar na Natixis e, a certo altura, mudar para o Novobanco ou vice-versa? Será possível, acredita o CEO, que declara que o seu grande papel é criar as condições certas para que as pessoas a seu cargo possam prosperar.
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