Portugal entre os mercados europeus mais competitivos para centros de dados, revela estudo
Combinação entre energia, localização geográfica, conectividade e disponibilidade de espaço são pontos fortes do mercado português.
Portugal está entre os mercados europeus mais competitivos para instalar centros de dados, beneficiando da energia renovável, conectividade internacional e espaço disponível, numa altura em que a Inteligência Artificial (IA) aumenta a pressão sobre as infraestruturas.
O relatório "Data Centers em Portugal 2026", divulgado esta terça-feira pela consultora JLL, concluiu que as restrições de energia, capacidade da rede elétrica e a oferta de terrenos nos principais mercados europeus estão a levar promotores e fornecedores de serviços cloud a procurar novas localizações para os centros de dados.
A IA deverá representar cerca de metade de toda a capacidade global dos centros de dados até 2030, segundo a JLL, que salienta uma mudança na localização dos novos projetos.
Os novos campus 'hyperscale' previstos para entrar em operação na Europa entre 2026 e 2028 localizam-se, em média, a 175 quilómetros dos principais 'hubs' europeus, contra uma distância média de 46 quilómetros nos projetos concluídos entre 2022 e 2025.
Neste contexto, Portugal surge como um dos mercados secundários com maior capacidade para beneficiar desta tendência, devido à combinação entre energia, localização geográfica, conectividade e disponibilidade de espaço.
A consultora destacou que os mercados capazes de garantir ligações à rede em grande escala, previsibilidade regulatória e terrenos adequados, como Portugal, deverão captar uma parcela crescente do investimento futuro no setor.
O relatório salienta que mais de 80% da eletricidade produzida em Portugal tem origem em fontes renováveis, enquanto os dados da REN indicam que as renováveis asseguraram 68% do consumo nacional de eletricidade em 2025.
Além disso, Portugal é também exportador líquido de ene...
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