A diversidade de género pode ser a solução para a escassez de talento em engenharia
A escassez de talento é um dos principais obstáculos ao crescimento dos vários sectores na tecnologia. Nuno Ferro defende que reforçar a presença das mulheres é uma necessidade inadiável.
Numa altura em que a escassez de talento em engenharia atinge níveis preocupantes em todo o mundo, as mulheres continuam a representar menos de um terço (28%) dos profissionais nas áreas STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), de acordo com o estudo Tendências do Mundo do Trabalho – Engenharia.
Esta realidade merece atenção não apenas por uma questão de equidade de género, mas também porque representa um desafio estratégico para o futuro dos setores que dependem desta atividade. De acordo com o mesmo estudo, a maioria dos empregadores (73%) afirma ter dificuldade em encontrar engenheiros qualificados. Ao mesmo tempo, a procura por estes profissionais continua a crescer, impulsionada por algumas das maiores transformações económicas e tecnológicas da atualidade.
A verdade é que a engenharia está em fase de transformação. A digitalização, a eletrificação da economia, o crescimento dos data centers, a adoção de Inteligência Artificial (IA) e a necessidade de desenvolver infraestruturas mais sustentáveis estão a aumentar a procura por profissionais altamente qualificados. No entanto, a capacidade de formar e atrair novos profissionais não está a acompanhar este ritmo.
O desafio torna-se ainda mais evidente quando analisamos a evolução demográfica da profissão. A maioria dos empregadores a nível global (90%) afirma que a reforma dos profissionais mais experientes já está a impactar a sua estratégia de talento. À medida que milhares de engenheiros se aproximam do final das suas carreiras, aumenta a pressão para captar novas gerações capazes de assegurar a continuidade do conhecimento e responder às exigências de um mercado cada vez mais complexo.
Esta necessidade torna-se ainda ma...
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