Concorrência pressiona contas da Meo, mas reestruturação vai produzir efeitos “nos próximos trimestres”
Semestre ficou marcado por estagnação das receitas e perda de rentabilidade operacional. Reestruturação terá efeitos "cada vez mais visíveis nos próximos trimestres e ao longo de 2027", diz a CEO.
O “enquadramento concorrencial cada vez mais exigente” continuou a pressionar o negócio de consumo da Meo no segundo trimestre, conduzindo a uma estagnação das receitas totais e à perda de rentabilidade operacional da operadora.
No conjunto do semestre, o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) da Meo caiu 7,5%, em termos homólogos, para 443 milhões de euros, enquanto as receitas cresceram 0,3%, para 1.297 milhões de euros. Estes indicadores, divulgados esta quinta-feira pela empresa, excluem o efeito da venda da Intelcia, concluída em abril.
Especificamente no segundo trimestre — e novamente desconsiderando a Intelcia –, o EBITDA também caiu 7,5%, para 222 milhões de euros, enquanto as receitas neste período subiram 0,2%, para 648 milhões de euros. Para a CEO, Ana Figueiredo, “os resultados do segundo trimestre de 2026 confirmam a resiliência da Meo num dos períodos mais desafiantes que o setor das telecomunicações tem atravessado”.
Perante o enfraquecimento do negócio de consumo, a empresa tem vindo a “desenvolver novos motores de crescimento e a diversificar fontes de receita”, diz a CEO, onde se insere a nova área de negócio de venda de energia (Meo Energia) — cujas receitas cresceram 36% no trimestre, com uma base de clientes que totaliza já os 256 mil — e o “reforço” da “proposta de valor no segmento empresarial”.
sta proposta está a contribuir para manter as receitas de serviços fixos à tona (+3% no trimestre), com o consumo a representar receitas de 366 milhões de euros, um ligeiro aumento de 0,3%. “Este desempenho demonstra o potencial do ecossistema de convergência da Meo para diversificar as fontes de receita ...
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