Trabalhadores da Concentrix em greve por melhores condições laborais
Cerca de duas dezenas de trabalhadores da Concentrix, empresa de prestação de serviços, juntaram-se à porta das instalações de Ramalde, no Porto, esta segunda-feira, para uma greve onde clamam por melhores condições laborais. Salários mais elevados, contratos estáveis e "tempo para viver", são alguns dos pedidos dos funcionários da Concentrix, na sua maioria estrangeiros. O JN tentou contactar a empresa, sem sucesso.
"Após um pedido para negociar o caderno reivindicativo dos trabalhadores, a empresa manteve-se em silêncio. Não passou qualquer informação, nem mostrou disponibilidade para responder. Posto isto, os trabalhadores decidiram, este mês, avançar com a greve pelos seus direitos", explicou Vítor Escaleira, membro da Direção do Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual em Portugal (SINTTAV).
Segundo conta, o movimento, que o JN testemunhou no Porto, também chegou às filiais de Lisboa e Braga. Embora o número de pessoas presentes na manifestação tenha sido reduzido, Vítor Escaleira garantiu que muita gente aderiu, mas não deu a cara "por receio de represálias".
"Boicotar a liberdade"
"A Concentrix está a boicotar a liberdade sindical. Na última sexta-feira, enviou um e-mail a todos os trabalhadores em Lisboa, onde se lia que levariam falta injustificada e iriam perder as folgas se aderissem à greve. Esta foi a forma encontrada para coagirem os trabalhadores", acusou Vítor Escaleira.
Mónica Sousa trabalha na Concentrix há dois anos e lamenta que tenha visto saírem colegas "competentes e boas pessoas" porque não tinham as condições que achavam justas na empresa. "O que me levou a fazer greve é a degradação das condições de trabalho. Cadeiras partidas, mesas sujas, equipamento informático que não funciona e há erros no pagamento dos salários, sempre a favor da empresa", partilhou a funcionária.
De acordo com Mónica, a solução par...
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