Inteligência artificial leva Critical Software a cortar 200 trabalhadores
Tecnológica portuguesa deverá terminar 2026 com menos 13% dos trabalhadores do que no início do ano. CEO admite que a IA está a substituir tarefas de programação e testes e não exclui novas reduções de pessoal no futuro.
A Critical Software deverá terminar 2026 com cerca de 1.300 trabalhadores, menos 200 do que no início do ano, uma redução de 13% do quadro de pessoal devido ao impacto da inteligência artificial (IA). Em entrevista ao Expresso, o presidente executivo da tecnológica portuguesa, João Carreira, explicou que a tecnologia está a substituir tarefas anteriormente desempenhadas por engenheiros, sobretudo nas áreas de programação e testes, levando a uma reorganização das equipas.
"Há umas [funções] que desaparecem, outras que são transformadas e outras que são criadas", afirmou o gestor, classificando esta mudança como a "transformação mais profunda" da empresa desde a sua fundação, em 1998. Embora não tenha planos para novas reduções de pessoal em 2027, João Carreira admite que não é possível excluir essa possibilidade no futuro, perante a rapidez da evolução tecnológica.
A empresa, que desenvolve software para setores como a aeronáutica, o espaço e os transportes ferroviários, está a investir cerca de oito milhões de euros na adoção de IA, incluindo formação e projetos experimentais. A faturação deverá manter-se próxima dos 120 milhões de euros este ano, enquanto as receitas do conjunto de empresas em que participa, incluindo parcerias com a BMW, Airbus e Stadler, deverão ultrapassar os 400 milhões de euros.
Em junho, o Negócios já tinha noticiado que a tecnológica estava a preparar uma vaga de despedimentos como resultado de uma reorganização que a empresa estava a preparar.
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