Imigração, sobrelotação do aeroporto e escassos gestores de produto. Cloudflare continua a investir em Portugal, mas queixas mantêm-se
As críticas que fez há quatro anos mantêm-se, mas a Cloudflare não abdica de Portugal como hub europeu. A tecnológica tem planos para contratar mais 400 trabalhadores no país nos próximos três anos.
Em 2020, Matthew Prince, CEO da tecnológica altamente especializada Cloudflare, acusou o Governo de António Costa de “incompetência” por causa de burocracias e chegou a ameaçar “parar de investir” em Portugal. Quatro anos volvidos, com o país nas mãos de um novo executivo e novas instalações da empresa a serem inauguradas em Lisboa, as críticas mantêm-se. E foram feitas sob o olhar atento de Pedro Reis, ministro da Economia, que esteve presente na inauguração do escritório.
Matthew Prince defende que existem três problemas que “atrasam Portugal”: o sistema de imigração, o aeroporto de Lisboa e a dificuldade em contratar product managers. Começando pelo primeiro, que diz ser o “maior”, o líder da Cloudflare dá um exemplo concreto para explicar a forma como afeta a empresa: “Um dos membros mais seniores da nossa equipa é de um país que não concede automaticamente um visto quando [um cidadão] vem para Portugal. Há dois meses e meio, iniciámos o processo de pedido de visto. Trata-se de uma pessoa incrivelmente bem sucedida […] mas não conseguimos que entrasse no país, não porque não fosse qualificado, mas porque o processo e a burocracia demoram demasiado tempo.”
De seguida, o CEO da Cloudflare desafia Portugal a melhorar o sistema de imigração, especialmente para “candidatos altamente qualificados”, e prom...
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