Sword Health. Tribunal rejeita pedido de Virgílio Bento para não ser julgado na Califórnia
Virgílio Bento alegou que o tribunal de São Francisco não tinha jurisdição para o julgar no caso que opõe a Sword à americana A2 Academy. Juíza não lhe deu razão e o processo poderá mesmo avançar.
É uma luta judicial que ainda está no princípio, mas a esmagadora maioria das decisões do tribunal de São Francisco, até agora, têm indicado que o caso que opõe a americana A2 Academy à portuguesa Sword Health deverá mesmo chegar a julgamento. Uma das decisões já tomadas pela juíza Christine van Aken é de que o Tribunal Superior de São Francisco, onde a queixa contra a Sword foi interposta, é competente para julgar Virgílio Bento, CEO do unicórnio português.
A norte-americana A2Academy recorreu para a justiça nos Estados Unidos contra a Sword Health, acusando a empresa de não cumprir um acordo que lhe atribuía 5% das ações na empresa fundada por Virgílio Bento, avaliada atualmente em mais de 3 mil milhões de dólares.
O acordo que está na base da disputa é de 2014, mas o processo só foi colocado em julho do ano passado,segundo os registos do tribunal consultados pelo ECO. Desde esse momento, o caso conheceu vários desenvolvimentos, com vários requerimentos das partes e decisões da juíza.
Uma das mais relevantes prende-se com a capacidade do tribunal julgar Virgílio Bento, o fundador português da Sword Health, visado nesta ação juntamente com a empresa — tanto a unidade portuguesa como a norte-americana, com sede no estado do Delaware.
Bento contestou judicialmente que o tribunal teria “jurisdição pessoal” para o julgar, uma vez que não reside nos Estados Unidos, não tem estabelecimentos na Califórnianem, no seu entender, os factos alegados pelos queixosos atribuem competência especificamente ao tribunal em causa em...
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