Novo programa nacional quer reforçar a presença de mulheres na tecnologia e ciência até 2030
Aprovado em Conselho de Ministros, o Programa Nacional das Raparigas nas STEM afirma-se como uma iniciativa estratégica concebida para promover a atração, retenção e valorização de meninas, raparigas e mulheres nas áreas de Ciências, Tecnologias, Engenharias e Matemáticas.
Como detalhado em comunicado, o programa conta com investimento superior a 13 milhões de euros e está integrado na Estratégia Digital Nacional, refletindo “o compromisso em assegurar uma transição digital inclusiva”, que se baseia na igualdade de oportunidades e no reconhecimento e valorização do contributo e talento das mulheres nas áreas tecnológicas.
De acordo com dados do Eurostat, em 2024, apenas uma em cada quatro pessoas especialistas em TIC eram mulheres. Em 2023, três em cada dez diplomados em cursos STEM eram do sexo feminino. O objetivo passa por inverter esta tendência e alcançar, até 2030, a marca dos 30% de mulheres entre os especialistas em Tecnologias de Informação e Comunicação em Portugal.
A execução do programa será coordenada por um grupo técnico de trabalho presidido pela Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG), envolvendo representantes da ARTE, EduQA, IES, IEFP e AI2.
A primeira fase do Programa Nacional das Raparigas nas STEM, lançada hoje, organiza-se em quatro objetivos principais. Além de estimular o interesse e a participação de raparigas em disciplinas STEM, do pré-escolar ao 12.º ano, a iniciativa ambiciona reduzir o “fosso” entre mulheres e homens matriculados e diplomados em cursos superiores nestas áreas.
O programa tenciona também diminuir o “tecto de vidro” nas áreas STEM e TIC, bem como garantir o alinhamento com iniciativas nacionais e internacionais que promovem a igualdade de género nas Ciências, Tecnologias, Engenharias e Matemáticas.
Nas palavras de Margarida Balseiro Lopes, Ministra da Cultura, Juventude e Despo...
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