Processada por investidor, Unbabel entra em insolvência
Já sem os ativos que vendeu à TransPerfect, a Unbabel Lda. pediu insolvência, dois meses depois de um fundo que investiu na startup ter lançado um processo judicial para tentar anular esse negócio.
A Unbabel pediu insolvência no Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa. O requerimento foi apresentado dois meses depois de a antiga startup ter sido alvo de um processo judicial de 12,75 milhões de euros, através do qual um investidor pretende ver anulada a venda de ativos à norte-americana TransPerfect.
A sentença de declaração de insolvência já foi proferida, nesta terça-feira, 10 de março, tendo sido nomeado como administrador de insolvência Pedro Pidwell,conhecido por ter sido o responsável pela gestão de alguns dos maiores processos de insolvência em Portugal.
“No Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa, Juízo de Comércio de Lisboa – Juiz 2 de Lisboa, no dia 10 de março de 2026, pelas 16h40, foi proferida sentença de declaração de insolvência da devedora: Unbabel, Lda.”, lê-se no documento.
Outrora vista como um caso nacional de sucesso, os ativos da Unbabel foram alienados à TransPerfect em agosto de 2025. Na altura, o negócio foi apresentado como um exit bem-sucedido, justificado com a necessidade de escalar as soluções de tradução e inteligência artificial (IA). Mas a venda foi espoletada pelas sérias dificuldades financeiras em que a startup se encontrava, conforme revelou o ECO em primeira mão.
A transação, por um “valor relativamente baixo”, não gerou um encaixe significativo, noticiou também o ECO, levando muitos dos investidores da Unbabel a perderem todo o dinheiro investido. Não conformado, o fundo espanhol Buenavista Equity Partners intentou uma “ação pauliana” contra a Unbabel, processo que corre os seus termos no Juízo Central Cível do mesmo tribunal, e que normalmente é usado por credores pa...
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