Cloudflare despede 20% e junta-se à vaga de cortes na era da IA
Microsoft, Meta, Amazon e outras grandes empresas do sector têm vindo a fazer reduções de pessoal, à medida que a inteligência artificial desempenha mais tarefas – e também exige mais investimento.
A tecnológica norte-americana Cloudflare anunciou o despedimento de cerca de 1100 pessoas, correspondentes a 20% da sua força de trabalho, no que é, em termos percentuais, uma das maiores reduções de pessoal do sector tecnológico associadas explicitamente à adopção de ferramentas de inteligência artificial.
Este é mais um caso no que é já uma tendência de cortes no sector, que se iniciou nos anos recentes e se intensificou em 2025. Várias empresas tecnológicas, incluindo pesos-pesados como a Meta, a Amazon, a Oracle e a Microsoft, têm vindo a anunciar reduções na força de trabalho relacionadas com a disseminação da inteligência artificial. Mas nem todos os cortes são iguais.
Em alguns casos, as reduções devem-se à adopção de ferramentas para levar a cabo ou acelerar tarefas feitas por humanos. Noutros, como acontece com a Meta, foram justificadas também com a necessidade de canalizar recursos para o desenvolvimento de sistemas de IA (a empresa quase desistiu das iniciativas de realidade virtual e aumentada que em anos recentes foram o foco de Mark Zuckerberg). Outras empresas têm também anunciado reduções de pessoal, embora sem estabelecerem uma relação directa com a adopção de IA. E, enquanto algumas optam por despedimentos, outras, como a Microsoft, anunciaram recentemente programas de saídas voluntárias.
No caso da Cloudflare, que é especializada em infra-estruturas de Internet, cibersegurança e computação em nuvem, o corte dos postos de trabalho foi justificado com um grande aumento do uso de IA, transversal a toda a empresa.
Numa mensagem enviada aos trabalhadores e divulgada publicamente, o CEO, Matthew Prince, e a presidente e co-fundadora, Michelle Zatlyn, afirmaram que ...
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