Contratar no interior e quem chega de fora ajuda a resolver escassez de talento nas TI
A qualidade do talento nas áreas de TI tem sido crítica para atrair investimento estrangeiro para Portugal, mas não é segredo que em algumas áreas o mercado começa a ficar saturado. Contratar fora dos grandes centros e acolher quem vem de fora são cada vez mais opções.
A localização Portugal, que durante anos ouvimos associada ao termo periférico, conseguiu nos últimos anos ganhar outro relevo no mapa mundo. A noção de distância mudou e os quilómetros e a geografia de sempre, num mundo mais ligado e que passou a ser observado numa perspetiva mais global, indicam agora proximidade às principais capitais europeias e uma situação privilegiada, como ponto de ligação entre o velho continente, África e as Américas.
Internamente, as boas infraestruturas rodoviárias e de telecomunicações do país, a qualidade e o preço dos recursos, a qualidade de vida ou a paz social entram também na lista de argumentos a favor do investimento em Portugal. Na sua maioria, estes são os fatores de eleição apontados por todas as empresas que escolhem o país para fixar centros de inovação ou de serviços, corroborados também pelos investidores que participaram na nova edição do EY Attractiveness Survey Portugal.
Esta mesma lista de ingredientes tem sido a base de trabalho para endereçar uma escassez de recursos que em algumas áreas começa a preocupar e que se tem intensificado com o ritmo rápido de surgimento de novos projetos.
A boa conectividade nos diferentes pontos do país - e a experiência da pandemia - tem permitido que muitas empresas adotem estratégias de descentralização dos seus investimentos em Portugal. Abrindo centros fora de Lisboa ...
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