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11 de dezembro de 2023 - ECO

Rescisões nas tecnológicas são resposta corretiva ao Covid

Rescisões nas tecnológicas são resposta corretiva ao Covid

Empresas de recursos humanos veem constantes despedimentos no setor tecnológico com normalidade, apontando à redução dos custos. Para Portugal, porém, preveem dificuldade em novas contratações. 

A Spotify prescindiu de 1.500 funcionários no início desta semana, naquela que é a mais recente de uma série de saídas anunciadas no universo das empresas tecnológicas ao longo dos últimos dois anos. É a terceira (e a maior) ronda de despedimentos da plataforma de streaming de música, podcast e vídeo em 2023, ano em que já foram dispensados mais de 256 mil trabalhadores em 1.144 empresas do setor das tecnologias de informação, de acordo com a plataforma Layoffs.fyi.

Antes da empresa de origem sueca, também o LinkedIn e a Amazon anunciaram, recentemente, (mais) uma redução de pessoal, sempre com a justificação da necessidade de fazer ajustes nos seus custos operacionais, na sequência do boom de contratações a que se assistiu durante a pandemia de Covid-19, fruto da maior procura por serviços digitais.

Não obstante as notícias que podem fazer antever mais uma vaga de despedimentos nas grandes empresas tecnológicas, as recrutadoras defendem que a área de tecnologias de informação mantém-se como uma aposta segura no mercado laboral, considerando apenas tratar-se de um alinhamento entre a oferta e a procura de trabalho.

“É transitório. Hoje em dia já não há um grande drama em ver que há mais um lay-off, já é entendido como normal“, afirma Pedro Moura, Chief Growth Officer na Landing.Jobs, reconhecendo que o “maior racionamento do ponto de vista da gestão” leva a que não haja tanta necessidade de pessoal no imediato, com...

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