Farfetch poderá ter de despedir 2.000 trabalhadores
Foi a primeira empresa portuguesa a entrar para o restrito clube dos “unicórnios”, mas, agora, vale menos de metade. No espaço de um ano, as ações em bolsa caíram para mínimos históricos.
A Farfetch pode vir a despedir até 25% dos trabalhadores, o que representa perto de 2.000 pessoas. A plataforma de comércio online de artigos de luxo, fundada pelo empresário português José Neves, tem oi a primeira empresa portuguesa a entrar para o restrito clube dos “unicórnios” e está a ser alvo de uma ação judicial nos Estados Unidos.
Foi a primeira empresa portuguesa a entrar para o restrito clube dos “unicórnios” – as startups que valem mais de mil milhões de dólares – e foi também a primeira tecnológica nacional a entrar na bolsa de valores de Nova Iorque.
No entanto, a Farfetch, uma plataforma de venda de produtos de luxo criada em 2008, vale agora menos de metade. No espaço de um ano, viu as ações em bolsa caírem para mínimos históricos.
No final de novembro, a empresa sediada em Londres cancelou a apresentação dos resultados trimestrais. O jornal britânico The Telegraph noticiou que José Neves estaria em conversações com investidores e banqueiros para retirar a empresa de bolsa.
Os planos para o despedir 800 colaboradores este ano, poderá agora duplicar. O jornal Público avança que podem estar em risco 2.000 postos de trabalho. No final do ano passado, o grupo tinha 6.800 trabalhadores espalhados pelo mundo.
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