Eletrónica e TIC devem crescer 7% este ano e desacelerar em 2026
Apesar da guerra comercial, indústria tem boas perspetivas de crescimento devido à digitalização, implementação de IA e fabrico de veículos elétricos, segundo a Crédito y Caución.
O setor das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), onde também se inclui à eletrónica de consumo, é um dos que apresenta melhores perspetivas de crescimento para os próximos anos, segundo a previsão da seguradora espanhola Crédito y Caución divulgada esta quarta-feira. A produção nesta indústria deverá crescer 6,7% em 2025.
Em causa está o avanço da digitalização, a implementação de inteligência artificial (IA) e o fabrico de veículos elétricos, por exemplo. Ainda assim, o crescimento desacelera para 4% em 2026 – e Portugal está entre os países onde o risco é maior.
O relatório da Crédito y Caución conclui que Portugal, bem como o Brasil, a Bélgica, a Dinamarca e a Turquia são as geografias “em maior risco”. Aliás, a Europa cresce apenas 1% em 2025 e, por outro lado, a região da Ásia-Pacífico tem as melhores perspetivas, com um aumento de 8% este ano.
Tudo porque liderar a corrida tecnológica tornou-se um objetivo estratégico para os principais mercados, apesar da guerra comercial. A intenção da administração Trump de libertar produtos como smartphones, computadores, monitores, semicondutores e outros tipos de equipamentos das tarifas equilibra o contexto económico e geopolítico.
“Componentes eletrónicos, placas e semicondutores serão responsáveis por uma grande parte do crescimento do setor nos próximos anos, impulsionado pela digitalização acelerada, pela automação industrial e pelo aumento da necessidade de semicondutores de ponta, Inteligência Artificial (IA) e veículos elétricos. Espera-se que as vendas de semicondutores cresçam mais de 10% ao ano nos próximos dois anos”, lê-se na análise da companhia de seguros.
No próximo ano, as notícias não são tão ...
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