Quase dez anos depois, há ainda menos mulheres no setor tecnológico
De 2011 para 2020, a percentagem de mulheres entre o número total de profissionais que trabalhavam e tinham formação no setor da TIC, recuou de 20,1% para 19%.
Numa década o fosso entre as mulheres e os homens que abraçaram uma carreira nas tecnologias de informação e comunicação (TIC) aumentou. Em Portugal, no ano passado, a percentagem de mulheres a trabalhar nas tech fixou-se nos 19%, um recuo de 5,3 pontos percentuais em relação a 2012, revelam os dados mais recentes do Eurostat.
Em 2020, os homens representavam 83% das 2,7 milhões de pessoas na União Europeia (UE) que estavam empregadas no setor das TIC, a sua área de formação. Em Portugal, os números são igualmente distantes: 81% são homens e apenas 19% mulheres. Mais alarmante ainda é que a trajetória não tem mostrado uma evolução positiva. A desigualdade é inclusive mais acentuada do que há quase dez anos.
Em 2011 — último ano sobre o qual o Eurostat tem dados — entre o total de pessoas que trabalham e tinham formação na área das TIC, 79,9% eram homens e 20,1% mulheres. Passados quase dez anos, em 2020, os valores não mostram uma evolução rumo a uma distribuição de género mais igualitária, antes pelo contrário.
Em 2013, por exemplo, a distribuição das percentagens foi exatamente igual à verificada em 2020. E 2012 e 2015 foram os anos — dentro do período temporal analisado — em que, apesar de ainda muito desigual, a diferença entre homens e mulheres no mundo das tech foi menor. Nesses anos, 75,7% eram homens e 24,3% mulheres. Por outro lado, 2018 foi o ano em que a distância foi mais acentuada (85,1% versus 14,9%).
No ano passado, a percentagem de mulheres no setor tecnológico em Portugal revelou, de facto, um crescimento, passando de 15,6% (em...
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